sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Bom dia, boa tarde, boa noite.

Mais um poema do Bruno pra alegrar nosso dia com suas palavras e sabedoria !

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É então chegada a hora de pedir tua companhia.
Teus esforços, tão legíveis,
legitimam lucidez, 
que se afasta da agonia
e me eleva outra vez.

Enquanto hoje batalhamos 
pela doce ilusão
procurando, na verdade,
a verdade, o padrão, 
a luz mostra pouca coisa,
e talvez se mostre em vão.

Mas o que importa, em fato
é defender o costume,
de contar com o próprio tato
e sentir, pelo perfume:
que não sou filho da luz,
mas, deveras, vagalume.

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