----------------------------------------------------------------------------------------------------------------
É então chegada a hora de pedir tua companhia.
Teus esforços, tão legíveis,
legitimam lucidez,
que se afasta da agonia
e me eleva outra vez.
Enquanto hoje batalhamos
pela doce ilusão
procurando, na verdade,
a verdade, o padrão,
a luz mostra pouca coisa,
e talvez se mostre em vão.
Mas o que importa, em fato
é defender o costume,
de contar com o próprio tato
e sentir, pelo perfume:
que não sou filho da luz,
mas, deveras, vagalume.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------